LCD x PLASMA


Atributos favoráveis:
Resoluções altas: LCD
Cores mais vibrantes: PLASMA
Baixo consumo de energia: LCD,pois esquenta menos
Menor peso: LCD
Quesito menor preço: LCD
Atinge maiores dimensões: PLASMA,com modelos chegando a 150 polegadas
Amplo ângulo de visão: PLASMA

Atributos desfavoráveis:
Efeito burn-in: PLASMA; imagens estáticas deixam manchas na tela com o tempo
Efeito gosthing: LCD; pouco tempo de resposta gera "arrastões" na atualização de imagens
Maior aquecimento: PLASMA
Alto consumo de energia: PLASMA

Contudo,os modelos novos de LCD estão sendo fabricados com tempo de resposta menor,de modo a reduzir satisfatoriamente o efeito fantasma (gosthing); e os modelos novos de PLASMA estão sendo fabricados com novas tecnologias afim de diminuir (ou eliminar,segundo os fabricantes) o efeito burn-in (manchas na tela).

O que tem se notado é o aumento drástico de venda de monitores e televisores LCD no mercado,pois conseguem atingir maiores resoluções de imagens a preços mais baratos que PLASMA. Os novos modelos de LCD estão também cada vez mais vindo com menos tempo de resposta,taxas de contraste bem trabalhadas e ângulos de visão maiores.
Mesmo com desvantagem no quesito dimensão,os fabricantes de LCD estão trabalhando para criarem modelos com mais polegadas,pois atualmente,enquanto já existem modelos de PLASMA com mais de 100 polegadas,as TV´s de LCD estão na casa das 40 polegadas.

Opinião: a tecnologia LCD,atingindo o ápice da dimensão, promete vencer o PLASMA,assim como Blu-ray venceu o HD-DVD

1 comentários:

Digital Tec disse...

Além da tecnologia citada, você também pode ter as seguintes:

A História da Cibernética
http://www.psicologia.org.br/internacional/ap10.htm
A História da Cibernética

* Roque Theophilo

A Cibernética é uma palavra de origem remota que explica o estudo das funções humanas de controle e dos sistemas mecânicos e eletrônicos que se destinam a substituí-los

Cibernética é uma palavra que se origina do grego kibernetiké (timoneiro; o que governa o timão da embarcação; o homem do leme, em sentido figurado, ou aquele que dirige ou regula qualquer coisa; guia, chefe). A palavra também é designativa de piloto. No grupo de Norbert Siener, considerado o introdutor da cibernética nos moldes que vem sendo empregada atualmente, fisiologistas e matemáticos estavam sentindo a falta de um vocábulo que lhes permitisse entenderem-se, pela falta de um termo capaz de exprimir a unidade essencial dos problemas de comunicação e controle na máquina e nos seres vivos, já que todas as palavras até então propostas, ou se extremavam muito nas máquinas ou, em caso contrário, na vida.

Procuravam, de fato, exprimir a qualidade de nova ciência. Daí apelou-se, segundo Norbert Wiener (1894 – 1963), norte-americano considerado o pai desta disciplina, por se criar uma palavra artificial, neo-grega: Cyberbética de kubernétes (piloto de navio e, por extensão, governador de um país, que exprime bem a idéia de comando, de condução).

Platão, na sua obra Diálogos, utiliza o termo para denominar a arte de navegar e de administrar províncias. No livro Górgias, diz: "A cibernética salva dos maiores perigos não apenas as almas, mas também os corpos e os bens". Pôs a palavra na boca de Sócrates, também como substantivo, com o sentido de "ciência da pilotagem".

Andrés Maria Ampère, no vasto Ensaio sobre a Filosofia das Ciências, obra inacabada que ele dizia ser "uma exposição natural dos conhecimentos humanos", colocou a cibernética no capítulo da política, definindo-a como a parte da política que trata dos meios de governar, criando a palavra kybernesis.



Psicocibernética

Maxwell Maltz, famoso cirurgião plástico e psicólogo, criou o termo psicocibernética em seu livro Psycho Cybernetics, para indicar o controle da psique humana para uma finalidade produtiva e útil. Para ele, os sentimentos negativos podem desviar uma pessoa de uma finalidade positiva e pela psicocibernética a pessoa pode ser encaminhada para realizações satisfatórias.

Antigamente, acreditava-se que o cérebro humano era constituído de 12 a 14 milhões de neurônios, dispostos de forma caprichosa e associados por filamentos nervosos com os órgãos e os tecidos do corpo.

Dados mais recentes indicam que não se conhece ainda o número exato de neurônios. O cerebelo, "oficina que manobra" o sistema nervoso central, contém em torno de 100 milhões de células. A organização morfofuncional dos neurônios representa a unidade universal do sistema nervoso.

Santiago Ramon y Cajal (1852-1934), Prêmio Nobel (1906), foi o primeiro e grande entusiasta a desenvolver estudos sobre os neurônios, enriquecendo o conhecimento do tema com as suas investigações.

O cérebro tem na vida animal implicações constantes com situações cibernéticas para sobrevivência e procriação da espécie. Exemplo: os vôos dos pássaros seguem princípios cibernéticos quando se deslocam milhares de quilômetros, de uma região para a outra, conforme a estação do ano mais adequada para a sua sobrevivência, sem estarem ligados aos noticiários dos boletins meteorológicos fornecidos pelos mais avançados laboratórios aeroespaciais, orientados por satélites. Os esquilos, que nascem na primavera, sem nunca terem vivido um inverno, colhem castanhas no outono para poderem sobreviver durante a estação mais fria.

Em espetáculos circenses, quando os apresentadores "somam" números simples, o cachorro late o resultado da operação, embora obedecendo sinais imperceptíveis para a platéia. Quando se lhe mostra a tabuleta com o número três, late três vezes; quando é o número cinco, cinco vezes e assim sucessivamente. Tal comportamento, aprendido pelo cachorro, segue mecanismos cibernéticos.

No interior do cérebro humano encontra-se um minúsculo "computador eletrônico", um "gravador", isto é, um "servomecanismo automático", que é um complexo mecanismo que poderá conduzi-lo a estabelecer os seus próprios objetivos cibernéticos.

O homem pilota a sua relação arbitral, isto é, a sua vontade, ciberneticamente a um determinado objetivo; portanto, não se pode dizer que o homem seja uma máquina, mas sim que pilota e controla as suas ações. Por exemplo: estão arquivadas na memória mecanismos de sucessos e de fracassos em nosso "computador eletrônico". Quando desarquivamos vivências passadas bem sucedidas, certamente se reavivarão sentimentos de confiança que acompanharam tais experiências bem sucedidas, o que se dará no caso inverso quando são evocados os fracassos.



Pai da cibernética

Surge da fisiologia a certidão de nascimento da cibernética de Wiener. Ele apresentou ao filósofo Rosenblaut a seguinte pergunta: "Existirão desarranjos nos feedbacks do sistema nervoso? E quais serão as suas causas?". Foi a partir daí que a cibernética nasceu, pela interfecundação da mecânica e da fisiologia.

Existem, entretanto, controvérsias quanto ao pioneirismo da criação do termo. O próprio Norbert Wiener considera que Gottifried Wilheim Leibiniz (filósofo, matemático, teólogo, jurista, historiador e lingüista alemão), pelos conhecimentos que tinha de lingüística e pelas idéias de comunicação, foi o antecessor intelectual das idéias que expôs no The Human Use of Human Beings, publicado nos Estados Unidos em 1950. Por outro lado, declara que as suas concepções estão muito longe de serem iguais a Leibiniz.

As máquinas computadoras de Leibiniz eram apenas uma derivação de seu interesse por uma linguagem de computação, um cálculo raciocinante que, por sua vez, era em seu espírito, apenas uma extensão da idéia de uma completa linguagem artificial.

Wiener, em 1960, visitando os laboratórios do famoso fisiologista russo P. K. Anokin, em Moscou, reconheceu publicamente a prioridade de Anokin na aferição do retorno que consiste nas excitações, colhidas pelos correspondentes receptores, que levam ao surgimento de uma especial sinalização nervosa, que se dirige até o sistema nervoso central.

Este conceito cibernético, pela primeira vez formulado na história da ciência, foi enunciado pelo filósofo russo, em 1935, na sua célebre obra Problemas do Centro e da Periferia a Fisiologia do Sistema Nervoso. Foram 13 anos antes de Norbert Wiener haver formulado pensamentos análogos sobre a cibernética.

Pouco antes de morrer, em 1962, perguntado sobre qual seria a posição da ciência na década de 80, retrucou: "Os problemas fundamentais da biologia vão estar de tal maneira ligados ao sistema e sua organização, quanto ao tempo e ao espaço, e aqui a auto organização terá que jogar com o seu papel fundamental. Por isso, minha opinião sobre a ciência da vida é de que não apenas se dará a assimilação da física pela biologia, porém, o processo contrário, ou seja, a assimilação da biologia pela física."

Em A Cibernética do Sistema Nervoso, que enfoca o problema da cibernética relacionada com a religião ele, parodiando a Bíblia, afirma: "Seja dado ao homem o que é do homem e ao computador o que é do computador."

PÍLULA DA FRATERNIDADE

A História da Cibernética nos dá uma pálida idéia que a arrogância científica do Homem termina quando começa a Sabedoria Divina


* Psicólogo e Jornalista Profissional, é autor do título « O Amigo Psicólogo ® ». Presidente das Academia Brasileira de Psicologia e Academia Internacional de Psicologia, e um dos pioneiros da Psicologia no Brasil


Psicologia é utilizada para ensinar robôs a lidar com objetos
Redação do Site Inovação Tecnológica
28/04/2008



Fazer com que um robô identifique um objeto não é uma tarefa fácil. Grandes progressos já foram feitos por meio da visão de máquina e da inteligência artificial. Um sistema computadorizado para uso em robôs já é capaz de reconhecer mais de 100 objetos diferentes.

Robôs utilitaristas

Contudo, o que é um grande feito para o campo emergente da "cognição robótica" parece-se mais com uma grande decepção quando o objetivo é o uso dos robôs no dia-a-dia, quando é necessário interagir com um número infinitamente superior de objetos.

Cientes dessas limitações, cientistas europeus resolveram adotar um enfoque diferente, mais utilitarista. Em vez de colocar o robô para se perguntar: "Que objeto é esse?", os pesquisadores resolveram mudar o enfoque e a pergunta para: "O que eu, um robô, posso fazer com isso?"

Affordance e propiciação

A nova abordagem é uma aplicação na robótica do conceito de affordance, desenvolvido por James J. Gibson. Affordance - que alguns psicólogos traduzem como propiciação - refere-se às possíveis interações entre um indivíduo e um objeto específico que é percebido por ele, moldando ou restringindo suas ações.

Enquanto um sistema de visão artificial detecta um objeto como uma cadeira, um sistema baseado no enfoque da propiciação irá definí-lo como algo destinado a se sentar. Da mesma forma poderá ser identificado qualquer objeto de certa altura e rigidez julgada suficiente para sustentar o peso da pessoa ou do robô.

Há muitas vantagens no enfoque da propiciação. Por exemplo, um robô será capaz de julgar se um objeto é leve ou pesado demais para ser erguido, ou ainda se determinado objeto pode ser utilizado para manter uma porta aberta.

Robô é capaz de improvisar

Os pesquisadores, reunidos no projeto MACS (Multi-sensory Autonomous Cognitive Systems), utilizaram um robô Kurt3D para demonstrar seu sistema, que inclui um módulo de percepção, um sistema de comportamento, módulos de execução de tarefas, planejamento e aprendizado e um repositório representativo de propiciações.

Os resultados foram encorajadores. O robô mostrou até mesmo uma certa capacidade de improvisação. Ele identificou objetos que podem ser pegos e levou-os até um local determinado e localizou espaços vazios que poderiam ser atravessados. O robô também localizou uma porta, que foi corretamente identificada como um local de passagem, abriu-a e passou por ela.

"Estes são os primeiros passos da nossa abordagem," explica o Dr. Erich Rome, coordenador do projeto. "De forma que estamos longe da comercialização. Há outros [pesquisadores] trabalhando nisso. Mas o que é único no projeto MACS é que nós introduzimos um suporte direto para o conceito de affordances em nossa arquitetura."

Migração para o software livre deve ser um empreendimento pedagógico
Luiza Caires
30/04/2008
[Imagem: Guia do Hardware]


A migração de tecnologia de uma organização que usa software proprietário e deseja passar a usar o software livre (de código-fonte aberto, elaborado coletivamente e modificado a qualquer momento por qualquer usuário, como o sistema operacional Linux), mais que um processo técnico, envolve uma mudança cultural, sendo eminentemente pedagógico. É o que aponta o pedagogo Anderson Fernandes de Alencar num estudo conduzido na Faculdade de Educação (FE) da USP.

Etapas da migração

O pesquisador participou por mais de um ano da mudança de sistema operacional e softwares proprietários da Microsoft para o sistema operacional Linux e programas utilitários de código aberto (como o Open Office) na ONG Instituto Paulo Freire, relatando e refletindo sobre todas as etapas da migração a partir do pensamento do filósofo Álvaro Vieira Pinto e do educador que dá nome à organização.

Em suas obras, entre outros assuntos, Álvaro Vieira Pinto reflete sobre tecnologia, técnica e a relação destas com o ser humano. Também trata da dependência tecnológica como fator de colonização dos países subdesenvolvidos.

Sujeito do aprendizado

Na perspectiva freiriana, a educação é compreendida como um processo de democratização do conhecimento e possibilidade de novas leituras de mundo. O aprendiz deve ser sujeito e não objeto do seu processo de aprendizagem.

Tal pensamento ajusta-se à filosofia do movimento que defende o software livre, que vê a tecnologia compartilhada como uma ferramenta de transformação social, pois disponibiliza o conhecimento a todos - tanto o seu acesso como a sua construção.

Linux

O sistema operacional Linux, por exemplo, é gratuito (como a maior parte dos softwares livres) e desenvolvido coletivamente: qualquer pessoa pode fazer modificações no seu código, adaptando o programa para as suas necessidades. As versões geradas por esta adaptação são compartilhadas por usuários do mundo todo, numa comunidade que está 24 horas por dia aprimorando o programa e corrigindo eventuais falhas, possibilidade que pode tornar um software livre bem mais seguro do que um proprietário.

Conscientização dos benefícios

Mas fazer com que os membros de uma organização se conscientizem dos benefícios da mudança não é tarefa tão simples. "Seria muito mais rápido se simplesmente deixássemos os técnicos desinstalarem um software e instalarem outro, e obrigar as pessoas a aprender a lidar com as novas ferramentas, mas isso não estaria de acordo com a concepção do software livre nem do próprio Instituto. Teríamos usuários de software livre com a 'cabeça proprietária', uma visão que privilegia a competitividade, a mercantilização das relações e a dependência tecnológica", explica Alencar.

Sensibilização dos usuários

Primeiramente, foi organizada uma discussão visando sensibilizar os colaboradores do Instituto para os benefícios do software livre. Para isso, foi convidado como palestrante o professor da Faculdade Cásper Líbero Sérgio Amadeu, que foi coordenador da Rede Pública de Telecentros em São Paulo e presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI). Alencar ressalta o termo sensibilização, já que segundo ele "ninguém conscientiza ninguém, a própria pessoa, sensibilizada pelos elementos propiciados, é que pode tirar suas conclusões e repensar sua visão de mundo".

Oficinas de aprendizado

Foi então desenvolvido um plano de migração por uma equipe que contava com técnicos e não-técnicos do Instituto, plano este que passou por várias discussões e versões até poder ser sistematizado. Em seguida, foram promovidas, em três etapas, a remoção dos antigos programas comerciais e instalação dos abertos, seguidas de oficinas para aprendizagem do uso dos novos softwares.

Apesar das dificuldades encontradas - já que se optou por ensinar o uso de todos aplicativos a todos os funcionários, mesmo os que não usassem algum deles no trabalho - as oficinas tiveram excelentes resultados. Finalmente, as equipes puderam avaliar o processo, relatar suas experiências e indicar possíveis problemas a serem sanados ao final de um ano de processo de migração.

Além do treinamento técnico

O pesquisador considera que esta experiência, além dos aspectos teóricos refletidos, pode ter grande utilidade para organizações que queiram implementar o uso software livre, desde que o desejem fazer "a partir de uma concepção que vá além do treinamento técnico, buscando um processo pedagógico que respeite o usuário, baseado no diálogo e na construção democrática", completa. O relato e as análises de Alencar estão expostos na dissertação de mestrado A pedagogia da migração do software proprietário para o livre: uma perspectiva freiriana, defendida em 2007 na FE.